Comarca de Porto Alegre

2ª Vara Cível do Foro Central

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TERMO DE AUDIÊNCIA - CÍVEL

 

2ª Vara Cível – 2º Juizado

Data/hora: 14/07/11, às 15h30min

Processo: 1090085539-1

Requerente: Humberto César Busnello

Requerido: Luciana Krebs Genro e outros

 

Depoimento da testemunha Paulo Afonso Girardi Feijó, brasileiro, casado, com 53 anos, empresário, residente e domiciliado nesta capital.

   

J: Advertido e compromissado na forma da lei. O senhor tem conhecimento sobre o processo? T: Não, superficial.

 

J: Especificamente sobre esta questão de um vídeo que o senhor teria apresentado aos Requeridos onde estaria a presença a do Autor entregando uma importância? T: Sim, eu acompanhei pela imprensa alguma coisa nesse sentido que foi divulgado em relação a esta audiência.

 

J: O senhor não confirma então que tenha entregue esse vídeo aos Requeridos? T: Não, eu não entreguei o vídeo, eu mostrei  o vídeo.

 

J: O senhor pode me informar como era esse vídeo,  o que aparecia nesse vídeo, o  senhor viu este vídeo? T: Sim, claro.

 

J: O que acontecei nesse vídeo, o senhor viu o Autor entregando uma quantia? T: Não. Deixa eu me colocar: na prática eu estava de férias, eu veraneio em Punta Del Este, no Uruguai, estava de férias quando o diretor administrativo do Palacinho, na época, nomeado por mim, André Zelmanowicvs, que veraneia em Torres, senão me engano, no mesmo edifício do Humberto Busnello, foi ele que construiu o edifício e a família vendeu para   o Humberto Busnello,  o André me liga lá para o meu apartamento em Punta dizendo assim “tive  uma surpresa, tive uma visita aqui no meu apartamento em Torres do senhor Lair Ferst e ele veio por intermédio de algumas pessoas de Capão ou Atlântida  aqui para me relatar algumas coisas e me entregou alguns documentos que gostaria de lhe passar como vice-governador.” Eu digo: “Olha, eu estou de férias por uma semana ou dez dias – não me recordo - quando eu voltar a gente conversa sobre o assunto.” Então, foi daí que partiu toda esta questão. Voltando de férias, não me recordo o mês se era já fevereiro ou março daquele ano, eu voltando  o André continuava lá no Palacinho como administrativo e eu era vice-governador, e o André me mostrou o laptop que foi entregue pelo Lair ao André, o laptop não era meu, não era do André, era um laptop do Lair que cedeu ao André com o  compromisso de devolver imediatamente. O André me mostrou aquilo:   e o que que constava ali? Diversos vídeos, vamos dizer, como se chama tecnicamente? Vídeos editados. Eram assim vinte minutos de flashes de diversos vídeos. Esses vídeos todos filmados pelo próprio Lair, dito por ele ao André, eu não tive contato com o Lair até então. O Lair relatou ao André que no escritório dele tinha câmera de filmagem que todo mundo que entrava e saía era automaticamente filmado  e gravado e que em algum casos não era no escritório dele que ele gravou algumas reuniões com a governadora na época e com secretários e com pessoas do qual o governo participava e que ele gravava via algum aparelho que ele comprou especificamente para isso, obviamente sem o conhecimento das pessoas que estavam nas reuniões. E que ele queria me mostrar aqueles vídeos.

 

J: O André? T: O Lair, e como ele não tinha acesso diretamente a mim ele  procurou o André que ele conhecia o André. E o André me mostrou o vídeo e eu vi uns vinte minutos de vídeo mais ou menos editados, vamos dizer, trinta segundos de um, trinta de outro, trinta de outro, editados. E ali tinha os arquivos talvez  de horas de vídeo que eu  não vi e nem  tinha interesse em ver. Eu olhei e disse “Bom, André, o que o Lair quer?” “Ele quer conversar contigo!” A partir disso que disse: “Não tem problema, eu recebo o Lair.” E recebi o Lair. A partir daquele momento o Lair me disse: “O senhor é vice-governador e eu vejo que o senhor não está de acordo com o andamento do seu governo e gostaria de lhe entregar isso aqui!

 

J: As imagens que ele tinha feito? T: As imagens que ele tinha feito. Feita  pelo Lair, todas as imagens feitas pelo Lair Ferst.

 

J: Sem o conhecimento das pessoas no caso que apareciam? T: Sem conhecimento, eu acredito que sem, pela forma que  estava apresentado o vídeo, sem. E ele me disse “e também gostaria de lhe mostrar a delação premiada que eu propus ao Ministério Público Federal.” E me mostrou o documento original portado por ele e ele me mostrou o documento. Eu recebi o Lair  na minha residência e ele me mostrou o documento, eu li o documento, vi que era autêntico, estavam ali as assinaturas e os relatos todos, e disse “Tá bem, Lair, eu vou refletir sobre esse assunto e não vou tomar nenhum decisão.” Muito bem, passada uma, duas semanas ele novamente me procurou, via o André, perguntando se eu estava disposto a analisar  ou dar continuidade àquele assinto. Eu novamente pedi “olha, me manda o material, que eu quero analisar!” Por que eu  fui mostrar  para um advogado amigo meu, para poder entender qual era a legalidade  daquilo tudo. E, inclusive, na época, falei com o anterior presidente do Tribunal de Justiça, o Marco Aurélio Barbosa Leal, que tinha deixado o tribunal, e eu almocei com ele também para perguntar a opinião dele sobre o que eu deveria  fazer com aquilo como vice-governador que eu era. E esse material estava lá comigo quando o  vereador Pedro Ruas e a Luciana Genro estiveram me visitando para outra questão, uma questão envolvendo a FASE, que eles me convidaram, a deputada Luciana Genro quando eu estava no governo por um período, que a governadora estava viajando, me convidou, foi ao Palacinho perguntar se eu conhecia a FASE, eu digo “não”, a FASE era a antiga FEBEM. “O senhor se importa de agendar e ir até a FASE para conhecer?” Eu prontamente me prontifiquei e fui. Depois disso eles retornaram ao Palacinho e eu como senti que no meio político aqueles partidos que davam sustentação ao governo não tinham interesse absolutamente me mexer em questão de corrupção e sempre vi pelos jornais, não tinha conhecimento e muito menos proximidade com o vereador Pedro Ruas e muito menos com a Luciana, sempre vi os discursos deles nessa linha contra a corrupção, seja qual for o governo,  e eu perguntei ao Pedro: “Dr. Pedro, eu gostaria de lhe mostrar alguma coisa em confidencialidade, que isso não saia daqui, e queria saber a sua opinião sobre o que eu deveria fazer com o que eu tenho aqui!” E mostrei  o vídeo a ele e à Luciana Genro, não me lembro se o Roberto estava junto, e mostrei esse clipe que envolvia mais ou menos uns 15, 18 minutos,  que eram flashes, “a reunião com Fulano de tal...” Reunião com Fulano de tal... reunião com Fulano de tal...”

 

J: Mas nesses flashes o senhor recorda de ter visto entre eles a pessoa do Autor, Humberto Busnello? T: Sim, num dos vídeos.

 

J: E o que aparecia envolvendo a pessoa dele? T: Eu digo assim: eu conheço o Humberto Busnello há 30 anos, 35 anos, fui vizinho dele na Mostardeiro – acho que ele mora lá até hoje! -, o irmão dele foi meu colega de ginásio, o Otaviano, sou cliente de alguma das empresas dele, a Savarauto, ele é cliente da minha academia, frequentou a minha academia, então, eu sei e eu conheço quase todas as pessoas que apareciam no vídeo. Não perdi meu tempo em analisar as talvez 500 horas de vídeo que tinha ali, eu só vi os flashes. E de fato, aparecia o Humberto Busnello num flash, não me recordo exatamente em que flash.

 

J: Mas ele aparecia de frente, aparecia de costas? T: Eu me  lembro que a primeira vez que eu vi o vídeo feito pelo Lair o André ainda disse: “Olha, o Busnello! Olha o  Humberto aí!” O André o conhecia, mora ou veraneia no mesmo edifício e deu, quer dizer, a reação dele “olha, o Humberto ali!”

 

J: Quem disse isso? T: O André Zelmanowicvs, que foi quem me trouxe esses vídeos.

 

J: A pergunta é: então a imagem dele aparecia de forma nítida no vídeo, era claramente, estava de frente? T: Eu me recordo de ter visto, agora, não foi algo focado nele.

 

J: Aparecia alguma escrita,   o nome dele aparecia, constava no vídeo? T: Não me recordo.

 

J: Como entregando uma quantia ou outra coisa? T: Não, o  que eu me lembro é que na delação premiada que ele mostrou e entregou uma cópia dessa delação ao André, uma cópia não autêntica, mas uma cópia, um xerox, ali constava.

 

J: Mas na delação premiada então? T: Na delação premiada constava Aod Cunha, e num dos vídeos também constava o Chico Fraga, que era Secretário de Obras eu acho que de Canoas, entregando um volume, um pacote e dizendo assim “esse pacote, esse dinheiro é da turma do Busnello!” Não se referindo exatamente ao Humberto, mas dizendo “é da turma do Busnello”.

 

J: Um terceiro entregando um pacote? T: Um terceiro, que era Secretário de Obras de Canoas, sendo filmado numa mesa entregando um pacote de dinheiro, não me lembro a quem.

 

J: Ao Lair Ferst ou a quem? T: Não, ao Lair não, o Lair estava acho que na reunião assim, mas o Chico Fraga, que também é um homem público, pelo menos a maioria das pessoas conhece, chegando assim “olha, isso aqui é um dinheiro e esse dinheiro é do grupo do Busnello!” Aí não sei se se refereria ao Busnello, ao sindicato, à empresa ou à atividade, mas fez referência ao nome do Busnello. E pelo que eu me lembro assim em termos de visualização eu vi o Busnello  passar assim e dar a impressão de estar na reunião, quer dizer, a câmera estava estática.

 

J: Numa  reunião onde estava presente Lair Ferst? T: Sim, o Lair Ferst, estava presente o Crusius - o marido da governadora -, estava presente... as pessoas envolvidas na campanha na época.  E também não sei apurar se este vídeo foi feito durante a campanha, antes da campanha ou durante o governo, também não sei por que não tinha data ali.

 

J: Então esses dizeres que o senhor menciona na verdade, assim que constaria ‘da turma do Busnello’, enfim, não constava nesse vídeo que o senhor.... T: Constava no vídeo onde aparecia o Chico Fraga, que era um dos captadores da campanha, entregando assim um pacote, um envelope grande.

 

J: Mas nessa cena o senhor viu o Autor, nessa cena  de entrega do pacote? T: Dra., veja,  pelo que me lembro era assim.. lembro que o Lair dizia assim “eu tenho aqui duas mil horas, três mil horas de gravação e filmagem ...” E eu só vi 18 minutos. Então, até, às vezes, não dava para entender o que era referente a um assunto e a outro, é o mesmo que um clipe de uma tevê, você vê tudo em 18 minutos, não sabe o que é do que, agora, que em alguma reunião o Humberto apareceu, não como pessoa principal, mas  apareceu a figura dele assim, passando e sentando em algum lugar, que eu também não sei precisar aonde, e que posteriormente o Chico Fraga sim, esse está sentado na ponta de uma mesa e diz “esse dinheiro veio da o turma do Busnello”, referindo-se ao nome do Busnello, dizendo o nome do Busnello.

 

J: Entregando para Aod Cunha? T: Entregando ao... ao Aod não, o Aod estava presente, estava o Aod e o que era tesoureiro da campanha, acho que era o Rubens Bordini, não me lembro bem da pessoa, mas era do comitê, era gente do comitê da época da campanha.

 

J: Mas com base nesse vídeo, com base nessa delação premiada se chegou a essa conclusão de que o   Autor teria entregue um envelope? T: Eu não cheguei a conclusão nenhuma.

 

J: Mas se houve esta conversa, na apresentação do vídeo da delação premiada houve alguma conclusão nesse sentido, se falou nisso que teria havido? T: Não, vendo os vídeos, os clipes, e lendo a delação  premiada se chega à conclusão de que houve doação de campanha. Foi o que se chegou à conclusão.  E qual foi a minha decisão em relação a isso: na minha segunda reunião com o Lair Ferst eu peguei e “muito bem, Lair, avaliei, analisei e conversei com pessoas e quero saber o que tu queres com isso?” Daí ele me disse: “Primeiro, uma parte  disso já está com o Ministério Público, eu fiz uma delação premiada, como lhe mostrei a delação premiada, isto está lá. E tem algumas coisas que eu não quero entregar ao Ministério Público e gostaria que o senhor tornasse público. E eu não vou mais fazer isso”.

 

J: O Lair Ferst chegou a mencionar  se estava autorizado a apresentar esse termo de delação premiada? T: Não, simplesmente me mostrou, ele era o não sei se chama  autor ou parte, só me mostrou “ó, está aqui o documento”, até para dar credibilidade ao que ele estava dizendo. E ele foi muito claro, disse “olha, ó, Feijó, eu gostaria de vender esses vídeos!” Eu digo: “Estou fora! Eu não participo desse... A minha sugestão, Lair, se tu queres deixar comigo eu vou encaminhar ao Ministério Público!

 

J: Esse Chico Fraga que o senhor mencionou que teria entregue esse envelope qual a relação dele com o Autor? T: O Chico Fraga, pelo que eu sei, é  ligado ao PSDB, Secretário de Obras ou era de Canoas, foi aquele que está envolvido naquele processo da Polícia Federal e do Ministério Público de desvio de dinheiro de merenda e de obras lá em Canoas, da Operação Solidária, é o mesmo personagem.

    

J: Dada a palavra aos Requeridos. PR: O depoente praticamente esgotou o tema, por que em janeiro de 2009, e o principal já está posto, só ficaria com uma única pergunta: se nesse momento em que o Lair ofereceu, fez uma proposta – 20 mil reais pela entrega ao depoente – e ele não aceitou, qual  foi a reação do senhor Lair Ferst diante da sua recusa? T: Não, não falei em 20 mil, ele queria muito mais do que vinte mil, mas independente disso eu disse “eu não pago um centavo por isso! Eu sou vice-governador, se tu queres deixa comigo eu encaminho ou em conjunto nós encaminhamos às instituições que devam tomar ciência do que está aí!” Ele simplesmente: “Não, então, vou buscar outro caminho!” “Tá bem”.

    

J: Dada a palavra à parte autora. PA: Quando  o senhor referiu ao Pedro Ruas e à deputada, então federal,  Luciana Genro, talvez com a presença ou não do Dr. Robaina, de que daria a eles acesso aos vídeos em confidencialidade: o que lhe pareceu  quando o senhor tomou conhecimento pela imprensa de fato...   o senhor pela mídia verifica que ali são atribuídos determinados  fatos, aqueles que coincidentemente o senhor pediu confidencialidade. Por que a pergunta: eu tenho na declaração da Dra. Luciana que o termo de delação premiada foi mostrado a ela: o senhor mostrou esse termo de delação  premiada a eles, por que esse seria a confirmação das denúncias atribuídas ao Autor, o senhor quando tomou conhecimento pela imprensa o que lhe pareceu aquele seu pedido de confidencialidade em relação àquele documento que o senhor  teria na sua posse, segundo declarou a deputada Luciana nesta cadeira que o senhor está?

 

J: O senhor mostrou o termo de delação premiada? T: Apresentei, apresentei cópia, não a autêntica por que o  Lair  não deixou comigo.

 

PA: Segunda situação: diz a deputada Luciana que neste reunião estava o Dr. Aod e o Dr. Busnello, nesta reunião que atribuiu a ele a prática da entrega. O senhor referiu a presença do Dr. Crusius, do Bordini e do Lair, então precisava clarear essa situação de fato: a cena que o senhor viu o Dr. Busnello ela foi somente com o Dr. Busnello e o Aod, o que está dito pela Dra. Luciana,ou de fato o Dr. Crusius, Lair e Aod e Bordini que estão presentes, na cena que aparece o Autor? T: Olha, eu digo assim, se tu veres um clipe de 18 minutos em que tu vê que ele foi editado tu não consegue separar o que é uma reunião o que é outra, quer dizer, tu pega um flash aqui, outro aqui, outro lá e junta tudo isso, tu não pode dizer...

 

J: Mas é importante, na medida, em que há a  entrega do dinheiro, para saber se o Autor estava presente nesta sala, juntamente com o Lair Ferst, Aod Cunha ou se tinha outras pessoas além desses três? T: Eu não posso precisar assim se era o mesmo, por que eu não vi o vídeo completo, aquelas mil horas que e ele disse que tem, mas eu me recordo assim que aparece o Busnello, aparece outros empresários, em flashes mostrando que tem outros empresários.

 

J: Não é nesse momento da entrega do dinheiro? T: Não, e daí assim aparece o momento em que o Chico Fraga entrega o dinheiro dizendo que era da turma do Busnello, nada mais que isso.

    

PR: Quando  o Chico Fraga entrega o dinheiro ele entrega o dinheiro,  o senhor viu ali dinheiro em espécie? T: Eu vi mais de uma vez pessoalmente quando eu estava lá, e nesse ele  entrega um pacote e diz “aqui tem 200 mil, 250 mil reais”, ele fala na cifra.

 

PR: Um pacote? T: Um pacote com dinheiro.

 

PR: Não há nenhuma legenda dizendo que naquele pacote – que não seria um pacote, seria um envelope – teria 100 mil reais em dinheiro? T: Não me recordo  se tem legenda, por que quando tu vai no cinema e entende a linguagem tu presta atenção se tem legenda...

 

PR: Mas não saberia se tem 100 mil dentro de um envelope ou não. T: É, eu também não, mas pelo volume e ele diz.

    

PR: É que na  declaração que revela o fato, dos três – do Dr. Ruas, do Roberto e da Dra. Luciana, do Dr. Ruas não, no depoimento dos outros dois, com os quais o Dr. Ruas concorda -, que em qualidade de cinema foram vistos do lado o Dr. Busnello, por que a câmera estaria perto, pelas costas, onde seria entregue um envelope ao Dr. Aod: a pergunta que foi feita aqui é esta “como  sabiam o que tinha dentro do envelope?” Resposta: “Havia uma legenda que dizia 100 mil reais.” Para confirmar: esta qualidade de cinema  não lhe permitiu identificar a acuidade com que o Dr. Ruas atribui, naquela entrevista, a prática de crime pelo Dr. Busnello? T: Não lembro.

 

PR: O senhor conhece o Dr. Busnello há 30 anos ou mais, o senhor tem na sua relação algum fato desabonatório à conduta dele que o senhor possa relatar ao Juízo? T: Nenhuma, absolutamente! Reconheço o Dr. Busnello como um líder na área que ele atua com muito respeito e representatividade que ele tem, a empresa dele tem e nas entidades a qual ele faz parte, não só regional como nacionalmente. Eu não sei se cabe aqui, mas eu queria dizer que eu me sinto constrangido de estar aqui por essa questão. O Dr. Ricardo sabe disso, até diversas vezes no clube conversamos  sobre isso, muito antes desta ação, que meu objetivo como governador e vice-governador era contribuir para o governo e terminar com a corrupção que, infelizmente, é muito grande no nosso Estado, e não gostaria de estar aqui discutindo esta questão que creio que não leva a lugar nenhum!

 

J: Nada mais.(Registrado pela Oficial Escrevente Estenotipista, Arlete M. Timm)

2ª Vara Cível – 2º Juizado

Data/hora: 14/07/11, às 15h30min

Processo: 1090085539-1

Requerente: Humberto César Busnello

Requerido: Luciana Krebs Genro e outros

Juíza de Direito: Dra. Fabiana Zaffari Lacerda

 

Presente:

O Autor Humberto César Busnello,  acompanhado de seus  Procuradores, Dr. Ricardo Giuliani Neto e Dr. Laércio de Lima Leivas; os Requeridos Carlos Roberto Robaina e Dr. Pedro Ruas, este atuando em causa própria e como Procurador dos demais Requeridos.

   

A seguir, pela Doutora Juíza foi dito que  considerando que a  testemunha André de Medeiros Zelmanowicvs não foi intimada para esta data designava nova data para sua oitiva o dia 11 de agosto pv, às 17h30min, ficando autorizado o cumprimento do mandado fora do horário de expediente. Presentes intimados. Nada mais. (Registrado pela Oficial Escrevente Estenotipista, Arlete M. Timm)

 

(12 LAUDAS DISPONIBILIZADAS NA REDE EM 18/07/11)